Petróleo oscila mas fecha em queda de 3% com rumores de reaproximação EUA-Irã

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta quarta-feira (11), reagindo à diferentes notícias do cenário geopolítico.

Em uma sessão muito volátil, os preços da commodity chegaram a avançar após o Departamento de Energia (DoE) divulgar uma queda de 6,912 milhões de barris dos estoques americanos, durante a semana passada.

A redução veio muito acima das estimativas do mercado, que indicavam uma baixa de apenas 2,4 milhões de barris, e o fato impulsionou as cotações.

Contudo, o movimento de alta desacelerou depois que um relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu as projeções de demanda global em 2019, pelo segundo mês consecutivo.

E o quadro negativo se consolidou com a notícia de que o presidente americano, Donald Trump, está considerando flexibilizar as sanções contra o Irã e estreitar laços com o atual presidente, Hassan Rouhani.

Os investidores ficaram temerosos que a reaproximação entre os dois países possa trazer ao mercado a produção iraniana, resultando em um excesso de oferta.

Com o enfraquecimento da demanda gerado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, há um grande risco que este novo cenário provoque uma deterioração ainda maior nos preços do óleo bruto.

Como resultado, o barril de WTI/outubro caiu 3,63%, fechando na cotação de US$55,75 a unidade e o barril Brent/novembro recuou 2,84%, sendo negociado a US$60,81 a unidade.