Petróleo regista queda semanal acima de 2% com preocupações sobre a oferta

Os contratos futuros de petróleo encerraram em queda nesta sexta-feira (13), refletindo as preocupações com um possível quadro de excesso de oferta no mercado.

Os investidores estão temerosos que a redução dos níveis de demanda acompanhada da estabilidade no volume de oferta possa gerar um excedente, principalmente, porque os países externos ao cartel continuam produzindo a todo vapor.

No início da semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou novamente as perspectivas de crescimento global da demanda, restringindo ainda mais as projeções para 2019.

Embora a Opep e demais aliados tenham se reunido para discutir sobre as questões geopolíticas estratégicas, eles decidiram adiar o debate sobre novos cortes de produção, o que gerou um sentimento de incerteza entre os analistas.

Além disso, a queda dos contratos também foi amparada pelo ceticismo do mercado sobre a conclusão de um acordo comercial entre Estados Unidos e China no curto prazo.

Apesar do clima de trégua entre os países, possibilitado pelas concessões de benefícios mútuos em prol do fim da guerra tarifária, é pouco provável que na reunião de outubro se estabeleça um pacto abrangente, que consiga aliviar as pressões sobre a economia global.

Isso impacta diretamente as negociações de óleo bruto, pois o ritmo acelerado de contração nas atividades dos países implica, necessariamente, em desaceleração da demanda.

Como resultado, o de petróleo WTI/outubro recuou 0,44%, fechando na cotação de US$54,85 o barril e o petróleo Brent/novembro caiu 0,26%, sendo negoiado a US$60,22 o barril.

Na variação semanal, o WTI teve baixa de 2,95% e o Brent desvalorizou 2,15%.