Petróleo tem sessão de ganhos com aceno de Washington à Pequim

Os contratos futuros de petróleo fizeram nova sessão de ganhos, impulsionados pelo anúncio de que os Estados Unidos vão adiar a imposição de tarifas sobre determinados produtos chineses.

Pela manhã, o escritório do Representante Comercial dos EUA divulgou a decisão do governo americano de adiar para 15 de dezembro a aplicação de tarifas sobre mercadorias importadas da China.

Não são todos os itens, mas apenas os de consumo discricionário, como videogames, roupas, celulares, brinquedos, calçados e outros eletrônicos.

A notícia surpreendeu os investidores, que se animaram diante da melhora das perspectivas sobre a demanda da commodity no gigante asiático, que atualmente, é o maior importador líquido.

No curto prazo, o fato modificou as expectativas, pressionando a alta das cotações, porém, como não se trata de uma solução final para o conflito, no longo prazo, as projeções permaneceram neutras frente ao ritmo de desaceleração da economia global.

Como resultado, o petróleo WTI para entrega em setembro saltou 3,95%, sendo cotado a US$57,10 o barril e o petróleo Brent para outubro disparou 4,66%, sendo cotado a US$61,30 o barril.