Programa de Formador de Mercado da B3; pacote pós-Previdência será apresentado e mais

O jornal “The Washington Post” relatou ontem (4) que o governo dos EUA notificou a Organização das Nações Unidas (ONU) da decisão de retirar o país do Acordo Climático de Paris que compreende uma série de compromissos voluntários com a redução de emissão de gases-estufa feitos por quase 200 países

Assim sendo, o país, segundo maior emissor de gases-estufa depois da China, será o único signatário a abandonar o tratado.

Com a decisão, o governo americano tem o prazo de um ano para a sua retirada definitiva.

E por falar na potência asiática, fontes afirmaram que a China continua pressionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela remoção de mais tarifas impostas em setembro antes da assinatura do acordo comercial entre os dois países.

Por aqui, o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, o Ibovespa, bateu mais um recorde nominal ao encerrar a segunda-feira (4) em 108.779 pontos.

O índice avançou 0,53% frente ao pregão anterior. Antes disso, o recorde era de 108.407 pontos, registrado em 30/10/2019.

Em dez meses, estrangeiros realizaram o maior saque de recursos da história do segmento secundário da B3 (ações já listadas).

A retirada foi de R$ 30,4 bilhões entre janeiro e outubro, montante que já supera a retirada de R$ 23,03 bilhões dos mesmos meses em 2008, período em que o mundo experimentava o momento mais agudo da crise financeira global.

Essas saídas coincidem com os momentos de piora no sentimento global dos investidores, pelo recrudescimento da guerra comercial travada entre China e Estados Unidos ao longo de 2019.

Ata do Copom; balanços corporativos; taxa de empréstimos e outros indicadores econômicos

O principal destaque entre os indicadores econômicos desta terça-feira (5) é a publicação da ata do Copom. O documento será acompanhado pelos investidores consigam que buscam traçar as novas perspectivas dos juros no Brasil.

Alguns dos principais balanços corporativos aguardados para esta terça-feira (5) são os índices da TIM (TIMP3), AES Tietê (TIET11), Engie (EGIE3), Telefônica (VIVT4), ISA Cteep – Transmissão Paulista (TRPL4) e Sanepar (SAPR11).

O jornal O Estado de S.Paulo informou que o governo quer elevar sua projeção de crescimento para a economia em 2020 dos atuais 2,17% para um número mais próximo de 2,5%.

Na Europa, Lindsay Hoyle, do Partido Trabalhista, foi eleita pelos parlamentares britânicos como presidente da Câmara dos Comuns.

Ela assumirá o papel de arbitrar os legisladores sobre a prolongada disputa do Brexit.

No continente asiático, o Banco do Povo da China (PBoC) informou a decisão de cortar sua taxa de empréstimos de médio prazo (MLF) de um ano em 5 pontos-base, de 3,3% para 3,25%.

O setor de serviços da região revelou desaceleração (a 51,1), no ponto mais baixo em oito meses, segundo o Índice de Gerente de Compras (PMI) Caixin/Markit.

O bom humor com a possibilidade de um acordo que dê trégua à guerra comercial empolgou de vez. Há chance de que os EUA retire as tarifas impostas em setembro sobre 112 bilhões de dólares em produtos chineses. E da mesma forma que quando necessários os chineses retaliam, agora deverão recuar também. Nos EUA, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, todos fecharam em recordes. Mesmo com o risco de desaceleração global, o investidor agora está focado na chance de ter uma paz momentânea.

Por aqui, o ministro Paulo Guedes e Bolsonaro irão entregar as propostas da nova agenda pós-reforma no Congresso Nacional, mesmo que seja simbólica, tem um grande significado de continuar a agenda econômica. Mesmo porque, apenas a Previdência não será o suficiente para que o Brasil volte a crescer, nem que as contas públicas já fiquem equilibradas. A empolgação do cenário exterior deverá embalar mais um dia positivo,

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Tesouro Nacional concede mandato para emissão e recompra de títulos em dólares

O Tesouro Nacional emitiu US$ 1,5 bilhão em bônus de 30 anos (vencimento em 2050) na segunda-feira (4).

Em paralelo o órgão concluiu a reabertura de uma emissão de 10 anos (vencimento em 2029) de US$ 500 milhões.

Segundo uma fonte ouvida pelo Valor Econômico, o rendimento real ficou em, aproximadamente, 3,80% para o papel de 10 anos.

Isso representa 2,03 pontos percentuais acima do juro do título do Tesouro americano (Treasury) de igual prazo, de aproximadamente 1,76%.

Na emissão inicial de março, o retorno foi de 4,50%, representando uma variação de 2,15 pontos sobre o papel americano.

O papel de 30 anos, por sua vez, encerrou com rendimento próximo de 4,92%.

Esse resultado representa 2,65 pontos acima do Treasury (30 anos), cujo juro é de cerca de 2,30%, destacou o Valor.

Além de lançar esses papéis, o governo abriu uma oferta de recompra para sete bônus externos com vencimento entre 2027/2047.

O estoque acumulado desses papéis é de, em média, US$ 13,2 bilhões. De acordo com o órgão, a operação foi liderada pelo BNP Paribas, Citibank e Goldman Sachs & Co.

Para o Tesouro Nacional, o objetivo dessas operações é melhorar a eficiência no endividamento por títulos denominados em dólar.

Programa de Formador de Mercado para Ações, BDRs e ETFs é lançado pela B3

Os mercados de ações, BDRs e ETFs da B3 passaram a contar com um novo Programa de Formador de Mercado.

Voltada para o desenvolvimento de liquidez e performance dos ativos participantes, a iniciativa faz parte de um programa da Bolsa.

Na B3, os formadores de mercado são comprometidos em manter ofertas de compra e venda de forma regular e contínua.

Assim, a liquidez dos valores mobiliários da sessão é fomentada, facilitando negócios e mitigando movimentos artificiais nos preços dos produtos.

Além da ampliação de ativos elegíveis, a iniciativa promove aumento da demanda por credenciamento; foram credenciamentos no programa em 2019.

Dessas, cinco são inaugurais. Foram contempladas 89 ações, 2 ETFs e 230 BDRs, frente as 54 ações do ano anterior.

O primeiro programa terminou na última sexta-feira (01/11) com resultados expressivos, de acordo com a B3. O aumento da lista de ativos elegíveis é um indicativo disso.

A Bolsa revelou ainda um aumento de 62% para os ativos participantes do programa no volume médio diário negociado (ADTV).

Em contrapartida, os ativos do IBRx-100 que não participaram da iniciativa avançaram 30%.

Esse movimento positivo também foi identificado em outros indicadores, sob a mesma base comparativa, entre eles: a quantidade de ativos negociada (+54% contra 18% para os ativos do IBRx-100 não-participantes); o número de negócios (+49% contra 16% dos não-participantes).

Também foi verificada redução significativa de spreads entre os ativos participantes do programa em comparação com o restante do mercado.

O período de atuação dos formadores neste programa é de dezoito meses, com início em 04/11/2019 e término em 30/04/2021.

Para saber mais sobre o Programa de Formador de Mercado, consultar os ativos beneficiados, os parâmetros obrigatórios e o número de formadores credenciados acesse o site da B3.

Programa Mais Brasil para equilibrar contas será apresentado hoje ao Congresso

O tão aguardado pacote pós-Previdência (Programa Mais Brasil) será apresentado ao Congresso Nacional nesta terça-feira (5), a partir das 11h.

Acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro entrega o megapacote de medidas econômicas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no gabinete da Presidência da Casa.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) também estará presente no encontro, de acordo com o Valor Econômico.

Segundo a equipe econômica, o pacote trata do pacto federativo, novo regime fiscal e soma das despesas (saúde e educação).

Além disso, o pacote pós-Previdência contém medidas com o propósito de conter gastos e uma proposta que revê fundos públicos.

Também muito aguardado no âmbito político e investidor, a reforma administrativa está inclusa. Haveria ainda projetos tributários e sobre privatizações.

Conforme antecipado pelo portal, o Programa Mais Brasil prevê o corte linear de 10% dos incentivos tributários concedidos pela União.

Em 2019, esses benefícios, identificados como “gastos tributários” no Orçamento, projetam renúncia de R$ 307,1 bilhões.

Outra proposta do governo federal é destravar, aproximadamente, R$ 30 bilhões no Orçamento da União de 2020.

Para tal, será necessário obter, ainda este ano, a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que caracterizará o quadro de emergência fiscal e, desse modo, permitirá o acionamento de “gatilhos” para cortar despesas.

Segundo publicação do Valor Econômico na véspera (4), uma PEC só com esse tema deverá integrar o conjunto de propostas.

A chamada “PEC emergencial” trará uma lista de providências que poderão ser acionadas para um governo que vivencie uma situação de emergência como, por exemplo, reduzir a jornada e salários dos servidores públicos ou suspender os reajustes salariais acima da inflação.

Se aprovada, nenhuma despesa obrigatória poderá ser criada, em um período de dois anos.

Itaú Unibanco acelera crédito e lucro supera R$ 7 bi; 3,5 mil aderem a PDV

A aceleração do crédito em linhas mais rentáveis elevou a lucratividade do terceiro trimestre do Itaú Unibanco, que reportou lucro líquido recorrente de R$ 7,156 bilhões.

O resultado representa um avanço de 10,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com a instituição monetária.

No mesmo período, o lucro líquido societário do banco foi de R$ 5,576 bilhões, 10,7% a menos que no 3T18.

Esse resultado foi impactado pela contabilização, no 3T19, de R$ 1,431 bilhão em despesas relacionadas ao programa de desligamento voluntário (PDV) promovido pelo banco, que teve a adesão de 3,5 mil empregados.

A margem financeira gerencial do maior banco privado da América Latina contabilizou R$ 19,071 bilhões entre julho e setembro.

Assim, o índice cresceu 3,4% em comparação ao trimestre anterior e de 9,6% em relação ao terceiro trimestre de 2018.

Segundo a publicação do Itaú Unibanco, esse desempenho veio sobretudo da margem financeira com clientes, que obteve R$ 17,621 bilhões.

O montante cresceu 4,4% e 9,1% nas mesmas bases de comparação. A margem com o mercado, por sua vez, recuou 7,8% frente ao segundo trimestre e avançou 15,4% sobre o terceiro trimestre do ano passado, para R$ 1,450 bilhão.

“Destacamos o aumento do ritmo de crescimento das carteiras de crédito de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas e também a retomada do crescimento da carteira de crédito de grandes empresas após quatro trimestres”, afirmou o banco no relatório de resultados.

Ao final de setembro, a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, somava R$ 689 bilhões (+8,3% em 12 meses).

Por fim, o banco teve no trimestre, retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, em inglês) de 23,5%.

O indicador avançou 2,2 pontos percentuais na comparação com igual intervalo de 2018.