Tensões geopolíticas e cautela empurram queda do Ibovespa; dólar recua a R$3,73

O pregão de hoje foi marcado por grande cautela, em atenção às tensões geopolíticas e instabilidade do exterior. O Ibovespa, que operou em queda desde a abertura, não conseguiu força para reverter o desempenho negativo e perdeu a faixa de 97 mil pontos. O rebaixamento do rating da Vale pela Moody’s aprofundou as perdas do índice geral, que encerrou com baixa de 0,30%, aos 97.307 pontos e um giro financeiro de R$9,742 bilhões.

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O dólar comercial fechou com desvalorização de 0,40%, sendo cotado a R$3,73, próximo à mínima do dia. Com o aumento da aversão ao risco, os investidores buscaram proteção no câmbio, fazendo a divisa americana se fortalecer contra boa parte das moedas emergentes. O movimento do real foi no sentido contrário, embora com desempenho mais contido, refletindo as expectativas com o noticiário político.

Os contratos de juros futuros recuaram em todos os períodos, em um dia marcado pelo baixo volume de negociações e oscilação contida nas taxas. Com a atenção voltada à reforma da Previdência, os investidores aguardam por novidades na tramitação da proposta, que só deverá prosseguir após o feriado de Carnaval. Até lá, o ritmo dos negócios deverá ser mais morno e de baixa liquidez nas operações.

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O DI com vencimento para novembro/2019 caiu para 6,44% (6,46% no ajuste anterior), o DI para junho/2022 diminuiu para 7,97% (8,06 no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2023 reduziu para 8,50% (8,54% no ajuste anterior).

As principais blue chips encerraram a sessão apresentando um desempenho diversificado, com os setores bancário e siderúrgico acentuando perdas, em contrapartida às companhias Petrobras, Eletrobras e Cemig, que exponenciaram ganhos.

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Vale – A Vale teve seu rating rebaixado em escala global pela agência Moody’s, passando de Baa3 para Ba1. Além disso, as perspectivas sobre a companhia foram alteradas para negativas, perdendo assim, o grau de investimento diante do mercado. A decisão foi tomada após o rompimento da barragem de Brumadinho/MG, na qual resultou em centenas de mortos, além de um prejuízo ambiental incalculável.

Petrobras – A Petrobras fez um pregão de recuperação, acompanhando a alta dos preços do petróleo e anunciando o fechamento de sua sede administrativa de São Paulo. A companhia deve iniciar um novo Programa de Demissão Voluntária para cortar custos, uma vez que planeja economizar R$100 milhões até 2023 com a medida. Também no radar, crescem as expectativas com pela divulgação do balanço da companhia.

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Petróleo – Os preços do petróleo fecharam com um salto nesta quarta-feira, puxados pela redução dos estoques do produto nos Estados Unidos e pela manutenção do corte na produção da Opep, apesar da insistência de Trump em elevar a quantidade disponibilizada ao mercado. O petróleo Brent com vencimento para maio/2019 subiu 1,86%, com cotação a US$66,58 o barril e o petróleo WTI para abril/2019 disparou 2,59%, sendo cotado a US$56,94 o barril.

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COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 26/02 27/02 Ativo 26/02 27/02
Petrobras (PETR3) +0,03% +0,52% Vale (VALE3) +0,17% -0,78%
Petrobras (PETR4) -0,45% +1,88% Embraer (EMBR3) +1,55% -1,78%
Eletrobras (ELET3) -0,37% +4,76% Banco do Brasil (BBAS3) +0,54% -1,14%
Eletrobras (ELET6) -0,43% +3,64% Cemig (CMIG4) +0,63% +2,37%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 26/02 27/02 Ativo 26/02 27/02
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,16% -0,32% Usiminas (USIM3) -1,87% -1,13%
Santander (SANB11) -0,67% -0,99% CSN (CSNA3) +0,69% -3,87%
Bradesco (BBDC3) +0,43% -0,65% Gerdau (GGBR4) +1,38% -0,32%