Texto-base da reforma é aprovado; expectativa é encerrar segundo turno até sábado e mais

Com o encaminhamento da reforma, aprovada em 1º turno no Plenário da Câmara dos Deputados com 379 votos favoráveis e 131 contrários, o governo começa a delinear estratégias para a recuperação da atividade econômica.

Embora a votação tenha sido encerrada, os deputados se reúnem nesta manhã para apreciar os destaques da sessão de ontem.

O encontro ditará o tom sobre o fim da votação ou não nos dois turnos ainda nesta semana.

Nesta quinta-feira (11), o ministro da Economia, Paulo Guedes, participará da “Integra, Programa de Integração, Governança e Estratégia”, evento que reunirá os secretários de desburocratização, gestão e governo digital; Receita Federal; Previdência e Trabalho; desestatização, desinvestimento e mercados; comércio exterior e assuntos internacionais, produtividade, empego e competitividade e o Procurador-Geral da Fazenda Nacional.

A fim de destravar a economia, a equipe de Guedes cogita desde a desoneração de alguns setores até a utilização de recursos de privatizações para fomentar o programa Minha Casa Minha Vida, além da liberação de R$ 20 bilhões do PIS/Pasep.

Confira esses e mais destaques do dia.

Indicadores econômicos: IPC; vendas do varejo restrito; estimativa para a safra de grãos e mais

A Fipe divulgou o IPC referente à primeira quadrissemana de julho, abrindo nossa agenda doméstica de indicadores domésticos desta quinta-feira (11).

O resultado revela alta de 0,17% e representa uma razoável aceleração ante ao resultado de junho, quando totalizou 0,15%.

Logo mais, o IBGE informará as vendas do varejo restrito e ampliado relacionado ao mês de maio, assim como estimativas para a safra de grãos.

Lá fora, a agenda de indicadores externos reserva destaque para os Estados Unidos com a publicação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) pelo Departamento do Trabalho (junho).

Além disso, o órgão publicará o n´mero de pedidos de auxílio-desemprego.

Posteriormente, o departamento do Tesouro divulgará o resultado fiscal do mês passado (junho).

No continente asiático, está prevista para a noite de hoje (no horário de Brasília) a divulgação da balança comercial chinesa.

Tarda mas não falha

Nos EUA, o assunto é o mesmo: quando que o banco central norte-americano irá cortar os juros pela primeira vez em dez anos? Hoje, Powell fala no Senado e qualquer chance de escutá-lo deve ser monitorada, em especial após ter afirmado que a atividade por lá esteja fraca. O apelo é de que ocorra o quanto antes, já que o início do processo pela maior economia do mundo desencadeia uma série de estímulos de outros bancos mundo afora. Todos estão cientes dos efeitos da guerra comercial e não desejam ver o maior período ininterrupto de crescimento já registrado desandar – pode até desacelerar, mas os BCs farão o que estiver aos seus alcances para segurar as economias.

O corte nos juros lá fora só deve impulsionar ainda mais a comemoração que está começando por aqui, que faz a Bolsa renovar recordes e o dólar ser pressionado para baixo. No Brasil, o ritmo é de festa e até emocionante (com direito a choro de Maia) após uma aprovação da reforma de lavada na Câmara. A vantagem amplia a chance de vermos avanços no segundo turno que ainda depende da conclusão da apreciação dos destaques – que são os pontos de atenção e tiveram sua votação suspensa inesperadamente ontem. É amigos, aos trancos e barrancos, com uma duvidosa capacidade de articulação política, muitas vezes com falta de foco do governo, o projeto segue avançando e, de quebra, ainda deverá passar antes do recesso parlamentar.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Plenário aprova texto-base da reforma; expectativa é encerrar o segundo turno até sábado

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno o texto-base da reforma da Previdência (PEC 6/19).

A matéria foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), com novas regras para aposentadoria e pensões.

Além de aumentar o tempo para se aposentar, o texto-base limita o benefício à média de todos os assalariados.

Ademais, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto (INSS) e estabelece regras de transição para assalariados.

Fica garantida na Constituição somente a idade mínima aos servidores e trabalhadores da iniciativa privada segurados após a reforma.

O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Ficaram de fora da matéria o projeto de capitalização (poupança individual) e mudanças na aposentadoria de pequenos produtores/trabalhadores rurais.

Expectativa é encerrar o segundo turno até no sábado pela manhã, disse a jornalistas o presidente da Casa, Rodrigo Maia.

De acordo com Maia, o encontro foi encerrado visto que os deputados estavam confusos em relação ao mérito dos destaques.

Desse modo, investidores continuam atentos a pontos que precisam ser votados para a determinação do montante economizado em dez anos.

Entre os destaques estão a transição para policiais e o salário das trabalhadoras que se aposentarem com contribuição mínima de 15 anos permitidas pela PEC.

O deputado sinalizou um encontro de líderes marcado para esta quinta-feira (11), a fim de trazer mais esclarecimento aos colegas sobre os destaques do texto do texto-base da reforma.

O presidente Bolsonaro, usou sua página pessoal no Twitter para comemorar a aprovação em primeiro turno.

“Cumprimento a Câmara dos Deputados, na pessoa do seu Presidente @RodrigoMaia, pela aprovação, em 1° turno (379×131), da PEC da Nova Previdência”, tuitou ele.

Leia mais:

Ibovespa salta 1,23% e renova a sua máxima de fechamento de olho na Previdência

Governo começa a distribuir verba para emendas a fim de agilizar a reforma

Reforma contará com seis regras de transição para aposentadoria

Maia fala de protagonismo do Parlamento em “votação histórica” da Previdência

Além de classificar como “votação histórica” da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, destacou o protagonismo do Parlamento após a aprovação do texto-base com 379 votos favoráveis.

Em discurso, o deputado disse que embora o Congresso e o STF estejam enfrentando ataques equivocados, são os responsáveis pelas mudanças que vêm acontecendo no Brasil.

O deputado aproveitou ainda para destacar que a Nova Previdência vai combater privilégios e o sistema deficitário da Previdência Social.

Para tornar isso possível, há, contudo, a necessidade de reorganizar as despesas públicas brasileiras, a fim de conquistar mais eficiência.

Para argumentar seu ponto, Maia declarou que o México gasta 45% de tudo que arrecada com pessoal de Previdência.

Ademais, o Chile gasta 43%, enquanto os Estados Unidos chegam a gastar 70%. Aqui, 80% são gastos para esse fim.

“Tem alguma coisa errada no gasto público brasileiro”, afirmou.

Em função disso, afirmou acreditar que a reforma tributária atuará na simplificação de tributação no País para garantir mais investimentos.

“Acabaram as carreiras, todos entram ganhando quase no teto de serviço público’, continuou o presidente da Casa.

“Os salários no setor público são 67% maiores do que no setor privado, com estabilidade e pouca produtividade”, disse.

“E é isso que a gente precisa combater”, criticou ele em discurso que antecedeu o resultado do que classificou como votação histórica da Previdência.

Para o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o placar da votação do texto surpreendeu positivamente a equipe econômica do governo, que projetava 132 votos contrários.

“Erramos por um”, disse ele.

Ainda de acordo com Marinho, os próximos dias serão de negociações para compensações no texto diante das alterações já acordadas.

Leia mais:

Ibovespa salta 1,23% e renova a sua máxima de fechamento de olho na Previdência

Governo começa a distribuir verba para emendas a fim de agilizar a reforma

Reforma contará com seis regras de transição para aposentadoria

Títulos públicos federais de longo prazo lideram ganhos da renda fixa

Os títulos públicos federais de longo prazo lideram ganhos da renda fixa, de acordo com o Boletim de Renda Fixa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A publicação informa ainda que os respectivos títulos de longo prazo registraram as melhores rentabilidades do primeiro semestre em 2019.

O IMA-B5+, índice que reflete o retorno médio das carteiras de NTN-Bs (atualmente conhecidas como Tesouro IPCA+ no site do Tesouro Direto) acima de cinco anos, valorizou 21,12% entre janeiro e junho, alcançando seu maior resultado (no período) desde 2007.

O IMA-B5+ acompanha todas as NTN-Bs do Tesouro de todos os vencimentos em circulação no mercado com prazo superior a 5 anos.

Segundo o boletim, a redução da taxa de juros é a explicação para essa rentabilidade, uma vez que valoriza os papéis antigos em circulação no mercado, que pagam juros maiores.

Em contrapartida, os demais indicadores que também acompanham os papéis de longo prazo, como o IRF-M1+ e o IMA-B5, tiveram rentabilidades médias (8,35% e 7,28%, respectivamente).

Para o gerente de Preços e Índices da ANBIMA, Hilton Notini, as expectativas pela reforma da Previdência e para um novo corte na Selic tiveram grande impacto nos ativos do primeiro semestre deste ano.

“Principalmente nos de longo prazo, que são mais sensíveis à atividade fiscal”, afirmou.

Conforme publicação, a procura maior dos investidores por ativos de renda fixa impactou diretamente a rentabilidade dos ativos corporativos no referido período.

No início do mês, a Folha de S. Paulo afirmou que ‘’grandes investidores redobraram suas apostas na queda acentuada e de longa duração dos juros básicos do país”.

Com isso, especialistas afirmam que, “para conseguir rentabilidades mais polpudas, investidores precisarão migrar para investimentos mais arriscados’’.

Banco Inter: transações de cartões movimentaram R$ 1,6 bilhão no 2º trimestre

O Banco Inter divulgou ontem (10) que os números de transações de cartões movimentaram RS 1,6 bilhão no 2º trimestre.

De acordo com a prévia dos dados operacionais divulgadas e relacionadas ao segundo trimestre de operação deste ano, o resultado representa um salto de 2,7 vezes comparado ao mesmo período do ano passado.

Além disso, a instituição financeira revelou ter atingido a marca de 2,5 milhões de correntistas.

Apenas no período entre abril e junho, o banco registrou 612 mil novas aberturas.

O crédito consignado movimentou R$ 195 milhões. Esse montante representa alta de 28% frente ao primeiro trimestre de 2019.

Quem também revelou um considerável crescimento foi o imobiliário, que atingiu a produção de R$ 312 milhões (alta de 26%).

A Plataforma Aberta Inter (PAI) marcou 244 mil usuários ativos, alta de 39% ante ao primeiro trimestre do ano.

Por fim, o “Crédito Empresas” cresceu 62% na comparação anual e 10% na comparação do 2º trimestre (R$ 398 milhões).

Vale ressaltar que, embora muito otimistas, os dados ainda são preliminares, não auditados e estão sujeitos à revisão.