Aprovação da reforma tributária enfrentará muitas dificuldades, acredita Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro acredita que a aprovação de uma reforma tributária no Brasil será difícil e enfrentará muitos desafios.

Em viagem oficial à Índia, onde assinou diversos acordos voltados para a área de infraestrutura, justiça, ciência e tecnologia, agricultura, exploração petrolífera, mineração, saúde, cultura e turismo, ele conversou com jornalistas sobre o tema.

Segundo ele, sua experiência como parlamentar mostra que nenhum ente federativo aceita perder arrecadação e que isso inviabiliza a reforma.

“Passei 28 anos na Câmara e nunca chegou até o final uma reforma tributária porque não atende estado, município e União”, disse ele em Nova Déli.

De acordo com Bolsonaro, “ninguém quer perder nada”, então, acaba todo mundo perdendo muito “e o Brasil continua nesse cipoal tributário que dificulta você produzir, empregar”.

A previsão é que a reforma volte a ser destaque após o retorno das atividades parlamentares em 2 de fevereiro.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a projeção é enviar as primeiras propostas da matéria em até três semanas.

O presidente da Câmara dos DeputadosRodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a instalação da comissão mista da reforma tributária na primeira semana de fevereiro, após o retorno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para decidir sobre a instalação do colegiado.

Por outro lado, a reforma administrativa está “praticamente pronta” e será enviada em breve ao Congresso Nacional.

Uma recente publicação do jornal O Estado de S. Paulo afirma que a proposta vai atacar a concessão de “penduricalhos”.

Entre elas, destaque para a promoção de funcionários públicos por tempo de serviço e o reajuste de salários retroativos.

Além disso, o governo deve propor o veto a aposentadorias como forma de punição, prática atualmente muito comum no judiciário.