Banco Mundial tem perspectivas negativas quanto ao crescimento global e do PIB brasileiro

De modo geral, O Banco Mundial (Bird) ficou mais pessimista com a economia brasileira e global. Em comunicado à imprensa realizado na última terça-feira (8), o banco revelou que as suas perspectivas para o crescimento do Brasil para 2018 e 2019 foram reduzidas exponencialmente.

Em junho do ano passado, a previsão publicada no relatório Global Economic Prospects do Bird, era de um avanço estimado em 2,4% para o ano passado. Com a revisão publicada em janeiro de 2019, o documento prevê alta de 1,2%, queda que indica uma das maiores reduções de projeção para países desde que o documento começou a ser projetado.

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De acordo com o Banco Mundial, o crescimento do País foi drasticamente afetado pela greve dos caminhoneiros sobre o nível de atividade e “incertezas políticas”. O Banco Mundial também não foi otimista para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019. O relatório que contava com o subtítulo de “Céus Escurecendo”, apontou uma nova queda na previsão (de 2,5% para 2,2%).

“O Brasil deve crescer 2,2%, supondo que as reformas fiscais sejam rapidamente postas em prática, e que uma recuperação do consumo e o investimento vai compensar os cortes nos gastos do governo”, destacou o Bird em relatório, sem fazer uma menção direta à mudança estrutural na Previdência.

O lado positivo da publicação deste mês é que o relatório manteve a avaliação de que a economia nacional deve registrar uma expansão de 2,4% em 2020.

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Embora as projeções não sejam tão diferentes assim, essas publicadas ontem pelo Banco Mundial se mostram um pouco mais baixas do que as projetadas pelo relatório Focus, elaborado pelo Banco Central com base na projeção de analistas. Para 2019, por exemplo, a expectativa de expansão da economia na pesquisa Focus é de 2,53%, enquanto o Banco Mundial acredita em um crescimento de 2,2%.

O documento ainda contou com um apontamento igualmente pessimista quanto a economia global. De acordo com o Bird, o crescimento global deve desacelerar 2,9% neste ano (recuo de 0,1 ponto percentual a cada ano entre 2018 e 2020), motivado pelo enfraquecimento do comércio, dos investimentos e com base nas projeções do mercado.

Em junho do ano passado, instituição multilateral estimava uma expansão de 3,1% em 2018. Posteriormente esse índice foi reduzido para 3,0% e, agora, a estimativa para 2019 caiu de 3,0% para 2,9%.

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Ainda segundo apontamentos do Global Economic Prospects de janeiro deste ano, a previsão de crescimento avançadas deve cair até 2% neste ano, impulsionados pela desaceleração de demanda externa, custos crescentes dos empréstimos e as contínuas incertezas políticas que seguem afetando as perspectivas dos investidores e países emergentes e em desenvolvimentos.

“O crescimento econômico robusto é essencial para reduzir a pobreza e impulsionar a prosperidade compartilhada”, afirmou a vice-presidente de Crescimento Equitativo, Finanças e Instituições do Banco Mundial, Ceyla Pazarbasioglu. “Com a deterioração das perspectivas para a economia global, será crucial fortalecer o planejamento da contingência, facilitar o comércio e melhorar o acesso a financiamento para navegar as incertezas atuais e revigorar o crescimento.”

Para 2020, a projeção recuou 0,1 ponto percentual e caiu de 2,9% para 2,8%. A revisão foi motivada em especial pela elevação de juros nos Estados Unidos, mas também está relacionada ao aperto das condições financeiras globais e às incertezas no comércio internacional, sobretudo com as disputas entre Washington e Pequim.

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“O comércio internacional e o investimento suavizaram. As tensões comerciais permanecem elevadas. Vários grandes mercados emergentes sofreram pressões financeiras substanciais no ano passado”, informou o banco.

Nesse cenário, o Banco Mundial também projeta que a recuperação das economias que dependem das exportações de commodities será mais lenta do que se esperava. “Contra esse pano de fundo desafiador, espera-se que o crescimento nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento permaneça estável em 2019”.