BNDES cuidará dos próximos passos das privatizações

As privatizações recém anunciadas pelo governo federal, de companhias como Correios, Dataprev e Serpro, ainda vão começar a ser estruturadas.

A modelagem terá início após a aprovação no conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), segundo o Valor Econômico.

Nesse interim, será preciso definir, entre outras medidas, se a venda será parcial ou integral.

Além disso, nãos e sabe ainda se as empresas podem ser cindidas em diferentes áreas e, assim, vendidas separadamente.

De acordo com a publicação, esse trabalho deve ser desempenhado por uma equipe do BNDES.

“O que vamos fazer é parar de gastar”, disse uma fonte. As estatais deficitárias perdem R$ 18 bilhões por ano.

Embora a Petrobras não faça parte da listagem de privatizações, o mercado já especula os efeitos ao aceno da véspera.

Conforme avaliação do Bradesco BBI após comunicado do governo, com a privatização, a ação da Petrobras pode dobrar de valor.

Desde já, o melhor cenário para investidores e analistas para essa privatização é o da pulverização do capital.

Desse modo, a estatal passaria a ser privada, sem que haja um controlador definido.

Esse modelo, informou o Valor, seria similar ao da Eletrobras e cada acionista poderia ter no máximo 10% das ações.

A União, por sua vez, assumiria uma ação de classe especial (“golden share”), com possibilidade de vetar questões estratégicas previamente definidas, como a mudança de sede, por exemplo.

A avaliação de especialistas é que, a formação de uma empresa de capital diluído oriundo na Bolsa, oriundo da maior estatal do país, seria ideal para criar um ambiente de competição no setor.

Para Fernanda Delgado, pesquisadora da FGV Energia, o debate abre espaço para a mudança do regime de exploração.

Ela elogia o início da discussão sobre a desestatização: “Antes, esse assunto era um tabu. Não havia espaço para debate.”

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