Brasil na OCDE: governo criará secretaria para agilizar o processo

O aceno do presidente Donald Trump com o apoio para a entrada do Brasil na OCDE (Cooperação e Desenvolvimento Econômico) entusiasmou a equipe do governo federal, que já planeja instaurar uma secretaria para agilizar o processo.

Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o decreto de criação tem como propósito de se voltar para as relações do Brasil com a OCDE e com os países-membros do grupo.

A OCDE reúne os países mais industrializados do mundo e estabelece parâmetros conjuntos de regras econômicas e legislativas para os seus membros.

A secretaria que integrará a estrutura da Casa Civil, deve ser criada até a segunda-feira da próxima semana, com o propósito de se preparar para o processo de adesão que leva, em média, algo em torno de três anos.

Em julho do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro havia assinado um decreto para criar o Conselho Brasil-OCDE, a fim de acompanhar a adesão do Brasil na OCDE.

Ontem, Onyx se reuniu com o Encarregado interino de Negócios, William Popp, na Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília.

No encontro, o ministro da Casa Civil agradeceu o apoio do país norte-americano à adesão do Brasil à organização.

Onyx afirma que o Brasil possui 66 itens acreditados junto à entidade dos 234 que são necessários para a adesão, entre eles, o ministro citou princípios de governança pública, como a digitalização de serviços ao cidadão e a transparência.

Em 2019, havia grande expectativa pela indicação após Bolsonaro visitar a Casa Branca em março; em outubro, contudo, os Estados Unidos enviaram uma carta a OCDE reiterando o apoio à Argentina e à Romênia para assumir uma vaga no órgão.