Brasil terá o que mostrar na Assembleia Geral da ONU, afirma Maia

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Brasil terá o que mostrar na Assembleia Geral da ONU, em discurso do presidente Jair Bolsonaro, caso ele vá a Nova York discursar na abertura do evento, em 24 de setembro.

“Acho que o Brasil, ao longo dos últimos anos, desde a Rio-92, deu um exemplo claro da sua preocupação com a preservação do nosso meio ambiente, com a preservação da floresta amazônica”, disse Maia, após evento em São Paulo.

Nas últimas semanas, no entanto, o Brasil protagonizou uma série de manchetes internacionais devido a incêndios na floresta amazônica.

Além disso, os atritos de Bolsonaro com o presidente francês, Emmanuel Macron, diante das críticas ambientais foram enfatizados.

Na ocasião, Macron defendeu até a reabertura do acordo de livre-comércio entre UE e Mercosul.

“Mas não é porque tivemos problemas que o Brasil vai ser penalizado ou não vai ter o que mostrar”, argumentou, ainda se referindo à Assembleia Geral da ONU.

Maia também afirmou que o Poder Executivo tem colaborado com a Câmara para colocar adiante a reforma tributária.

Ele encontrará o ministro da Economia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com o propósito de acertar a agenda de pautas prioritárias no Legislativo, como a reforma tributária, mas também a administrativa e pacto federativo.

De acordo com o presidente da Câmara, a reforma tributária será votada em pelo menos uma das casas ainda em 2019.

Bolsonaro, por sua vez, saiu ontem do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, e vai reassumir a presidência hoje.

Nesta terça-feira, ele deve sancionar o Projeto de Lei 3.715/19, que amplia a posse de arma em propriedades rurais.

Essa medida havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em 21 de agosto e aguarda a sanção presidencial.