CPMF: Guedes defende criação de tributo “pequenininho”

Diante do impasse entre Câmara e Senado que discutem propostas de reforma tributária com a criação de impostos únicos sobre o consumo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirma a intenção do governo em também criar um imposto federal sobre transações financeiras, seguindo os moldes da extinta CPFM.

Segundo ele, a reforma tributária proposta pelo governo será composta com base em três pilares, entre eles, o tributo “pequenininho”.

“Podemos propor uma desoneração forte da folha de pagamentos em troca da entrada desse imposto”, sugeriu ele na véspera (21).

“Se a classe política achar que as distorções causadas pelo imposto são piores que os 30 milhões de desempregados sem carteira que tem aí, eles decidem”, completou.

Além da CPMF, os demais pilares incluem agregar os impostos indiretos em um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) federal, um imposto único federal e não estadual.

O segundo, de acordo com Guedes, é o Imposto de Renda, com aumento de alíquotas e redução de algumas deduções.

No mesmo evento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a dizer que a ideia de tributar pagamentos tem poucas chances de ser aprovada na Casa.

“As pessoas, quando vão propor as coisas, não estudam a história de quem está comandando os poderes do Brasil”, comentou.

“Em 2007, como presidente nacional do DEM, derrubamos a CPMF. Aí, o presidente da República vai e diz que é contra também”, ressaltou, lembrando o posicionamento de Bolsonaro.

Assim que o governo enviar a proposta, será apensado à proposta de reforma, que já tramita na Câmara dos Deputados.

“Vamos reabrir o prazo para emendas e vamos reiniciar o debate sobre reforma tributária quando o governo enviar a proposta”, garantiu Maia.