Declaração de Bolsonaro dá indícios que presidente pode deixar o PSL

O presidente da República, Jair Bolsonaro, atacou ontem o PSL e deu indícios de que poderá deixar a sigla. A motivação para isso é a insatisfação da família Bolsonaro em não conseguir controlar o partido e seus diretórios regionais.

Abordado por um apoiador ontem de manhã no Palácio da Alvorada, que disse ser pré-candidato a deputado pelo PSL no Recife, Bolsonaro pediu a ele para ‘’esquecer’’ o partido. Bolsonaro ainda afirmou que o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), “está queimado para caramba”.

O militante estava gravando um vídeo e o presidente prontamente disse: “Oh, cara, não divulga isso não. O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”.

A cúpula do PSL já tem como certa a saída do presidente do partido. Fontes disseram ao jornal O Estado de S. Paulo que Bolsonaro pode levar até 15 dos 53 deputados federais, além de dois dos três senadores – Flávio Bolsonaro (RJ) e Soraya Thronicke (MS).

O presidente ainda não tem um destino certo, mas acredita-se que ele deseja um partido que possa controlar, para impulsionar sua candidatura à reeleição, em 2022.

De acordo com o Estado, a União Democrática Nacional (UDN), sigla extinta após a Ditadura Militar, já pediu seu registro como partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e quer o presidente como filiado.

Se o pedido for aceito, a legenda pode ser refundada sem o protocolo tradicional de criação de um partido. A sigla alega como motivação a necessidade de reparar “injustiças históricas praticadas em desfavor” do partido.