Desencontros do novo governo, produção industrial marcam pregão desta terça-feira

Após o primeiro fechamento do ano no vermelho do índice Bovespa, a terça-feira deve dar continuidade à reavaliação do mercado quanto às promessas do novo governo. A euforia que tomou conta dos ativos brasileiros na última semana, após a leva de discursos motivadores nas posses presidencial e ministeriais, ganhou um banho de água fria do presidente Jair Bolsonaro na entrevista concedida ao SBT na última quinta-feira, e continua a ser minguada pelos desencontros da gestão recém-inaugurada.

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Incomodou mais a atitude de Bolsonaro, que falou de economia com áurea de quem tudo conhece. Aqueles que entendem reagiram mal às sugestões de uma reforma da Previdência mais tímida, às supostas altas de impostos para compensar subsídios espúrios, à história da soberania e à Embraer, e por aí vai. Ontem, bem-humorado e humilde, Bolsonaro tentou emendar as coisas com piadas, declarações tardias de amor e, mencionando o namoro pré-eleição, disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é o cara. Se o investidor acreditou que não há enfraquecimento do ministro, o maior lastro do novo governo, é outra coisa.

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Bolsonaro e seu gabinete terão a chance de enviar uma mensagem de unidade e sintonia – roubando o termo usado ontem por Guedes – na primeira grande reunião ministerial do mandato, às 09h00. Aconselhado a manter o bico fechado em temas econômicos e a mostrar aprecio pelo seu ministro da Economia, Bolsonaro pode dar algum sinal positivo – sem abrir mão da “posse da caneta”, sinônimo de poder absoluto nas decisões do governo.

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Para hoje, espere alguma volatilidade do exterior com o segundo dia de negociações entre os Estados Unidos e a China – o prosseguimento das conversas ajuda a melhorar o ânimo do mercado. Por aqui, teremos dados da produção industrial, que deve ter tido um desempenho medíocre em novembro, e a cerimônia de posse do novo presidente do BNDES, Joaquim Levy.

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