Haddad questiona e Bolsonaro revida sobre Debates

O clima esquenta nesse segundo turno de eleições. O candidato à presidência da república Fernando Haddad (PT) teceu inúmeras críticas ao seu oponente Jair Bolsonaro (PSL), durante um evento na manhã de hoje (13), em frente à Cohab Raposo Tavares, em São Paulo. O petista questionou a resistência do candidato do PSL em participar dos debates, argumentando que “quem não tem proposta, não tem o que debater”.  Haddad também frisou que nunca, na história do Brasil, ninguém chegou a presidência sem discutir suas ideias com a população e afirma que não deixará o fato passar despercebido.

Trocando farpas

Em resposta à provocação do seu concorrente, Bolsonaro confirmou em entrevista que toparia participar de um debate, desde que não houvesse qualquer interferência externa e os candidatos fossem livres para perguntar e responder diretamente um ao outro. Ele ainda confronta Haddad dizendo que não adianta ter boas propostas e não colocá-las em prática porque, no final, “quem vai escalar o time é o Lula”. O candidato do PSL ressalta que para atuação nos ministérios não pode haver indicação política, e que é por isso que o seu governo terá êxito.

Bolsonaro também destaca que se for eleito, fará uma transformação cultural no país, dissociando da nossa identidade nacional a imagem de impunidade, corrupção e crime. Segundo ele, através do fortalecimento da justiça, que atuará de forma independente, com apoio da lei e da constituição, será possível construir uma nova realidade. O candidato do PSL ainda reiterou que se for presidente, já nas eleições de 2020, implantará uma forma segura de votar, onde as pessoas saibam realmente para quem foi o voto e na qual será passível a realização de auditorias.

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Plano de governo

Quando questionado sobre a composição de sua equipe econômica, Fernando Haddad rechaçou dizendo que banqueiros não se importam com a geração de empregos, e, por isso, ele jamais colocaria alguém como o economista Paulo Guedes como Ministro da Fazenda. O petista também foi enfático ao pontuar a necessidade de fortalecimento dos órgãos de controle para trabalhar a eficiência de grandes orçamentos, sobretudo para as estatais, que precisam responder com maior produtividade.

Em relação ao Minha Casa Minha Vida, a proposta de Haddad é pegar todas as terras públicas e bem localizadas para doar ao programa, fixando como meta a entrega de 500 mil novas unidades por ano, alcançando a marca de 2 milhões de moradias ao final do mandato. Ele enfatizou que as terras da União, do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e da extinta Rede Ferroviária Nacional (RFFSA), devido à boa estrutura e localização, farão parte do conjunto de doações.

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