Incêndios na Amazônia inflamam relações internacionais

Os incêndios na Amazônia têm inflamado as relações internacionais, com repercussão ampla.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre os incêndios florestais em sua já tradicional transmissão de quinta-feira no Facebook.

Segundo ele, o governo tem trabalhado para mitigar o problema que pode, inclusive, prejudicar o setor do agronegócio do Brasil.

Emmanuel Macron, o presidente da França, classifica incêndios na Amazônia como crise internacional e pede debate no G7.

“Alguns países aproveitam o momento para potencializar as críticas contra o Brasil para prejudicar o agronegócio, nossa economia, recolocar o Brasil numa posição subalterna”, disse Bolsonaro em live.

Os incêndios na Amazônia “tem viés criminoso”, acenou o presidente. Para ele, isso pode representar uma tentativa de afetar a soberania brasileira sobre o local.

“Existe esse interesse em cada vez mais dizer que nós não somos responsáveis e, quem sabe, mais cedo ou mais tarde, alguém decrete uma intervenção na região amazônica e nós vamos ficar chupando o dedo aqui no Brasil”.

O secretário-geral das Nações Unidas também se manifestou nas redes sociais, pedindo proteção para a Amazônia.

Os incêndios na Amazônia repercutem na Europa, que mostram as queimadas florestais que acabam em quase escuridão em São Paulo.

Em resposta à crise, o governo federal criou um “gabinete de crise”, segundo reportagem da “GloboNews” na noite desta quinta-feira.

Além disso, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmou ontem que a pasta planeja criar uma Força-Tarefa da Amazônia.

A pasta pode ser integrada por outros ministérios e entidades do governo, bem como empresas que atuam na região.

Bolsonaro ainda realizou um despacho, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, determinando a todos os ministros que “adotem, no âmbito de suas competências, medidas necessárias para o levantamento e o combate a focos de incêndio na região da Amazônia”.

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