Maia fala de protagonismo do Parlamento em “votação histórica” da Previdência

Além de classificar como “votação histórica” da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, destacou o protagonismo do Parlamento após a aprovação do texto-base com 379 votos favoráveis.

Em discurso, o deputado disse que embora o Congresso e o STF estejam enfrentando ataques equivocados, são os responsáveis pelas mudanças que vêm acontecendo no Brasil.

O deputado aproveitou ainda para destacar que a Nova Previdência vai combater privilégios e o sistema deficitário da Previdência Social.

Para tornar isso possível, há, contudo, a necessidade de reorganizar as despesas públicas brasileiras, a fim de conquistar mais eficiência.

Para argumentar seu ponto, Maia declarou que o México gasta 45% de tudo que arrecada com pessoal de Previdência.

Ademais, o Chile gasta 43%, enquanto os Estados Unidos chegam a gastar 70%. Aqui, 80% são gastos para esse fim.

“Tem alguma coisa errada no gasto público brasileiro”, afirmou.

Em função disso, afirmou acreditar que a reforma tributária atuará na simplificação de tributação no País para garantir mais investimentos.

“Acabaram as carreiras, todos entram ganhando quase no teto de serviço público’, continuou o presidente da Casa.

“Os salários no setor público são 67% maiores do que no setor privado, com estabilidade e pouca produtividade”, disse.

“E é isso que a gente precisa combater”, criticou ele em discurso que antecedeu o resultado do que classificou como votação histórica da Previdência.

Para o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o placar da votação do texto surpreendeu positivamente a equipe econômica do governo, que projetava 132 votos contrários.

“Erramos por um”, disse ele.

Ainda de acordo com Marinho, os próximos dias serão de negociações para compensações no texto diante das alterações já acordadas.

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