Mercado deve reagir a discurso uniforme na Previdência, conversas EUA-China e ata do Fed

A quarta-feira começa com menor cautela nos mercados ao redor do mundo após os Estados Unidos e a China estenderem por mais um dia a rodada de reuniões que pode gerar o tão esperado acordo comercial entre as duas maiores economias do planeta. Ontem, o presidente Donald Trump se disse otimista com o andamento das negociações, e a permanência da delegação americana no país asiático foi o sinal que o mercado esperava para aliviar a aversão ao risco que imperou nos últimos dias. As bolsas asiáticas fecharam em alta após a notícia de continuidade das conversas, enquanto os índices europeus e os futuros das bolsas americanas apontam para um dia no azul.

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O andar da carruagem no exterior pode ajudar a impulsionar a bolsa brasileira, que ontem ganhou um gás no final do pregão e fechou, mais uma vez, em patamar histórico, acima dos 92 mil pontos. O motivo: a reunião entre os dois principais nomes do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni, teve um discurso mais uniforme do que o mercado esperava. Em coletiva de imprensa após o encontro, os respectivos ministro da Economia e da Casa Civil anunciaram que a proposta final para a reforma da Previdência deverá ser encaminhada ao Congresso em fevereiro. Dedos cruzados para que o governo se atenha à sua palavra.

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Hoje o mundo ficará de olho em uma série de acontecimentos importantes: começa mais uma rodada de negociações do Brexit no Parlamento britânico, possivelmente a última, e ao menos três dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, devem discursar ao longo do dia. Depois, no final da tarde, a ata do FOMC, o comitê de política monetária do Fed, deve ser divulgada. A expectativa é que se mantenha o discurso de atuação baseada nos dados econômicos, mas qualquer mensagem sobre o andamento da economia americana e a recente onda de volatilidade deve fazer o mercado mexer.

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