Ministério do Trabalho terá fim e será diluído em secretarias no governo de Jair Bolsonaro

Muito tem se especulado a respeito do Ministério do Trabalho e, na última segunda-feira (3), Onyx Lorenzoni, ministro que coordena a transição e futuro chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, informou em entrevista à Rádio Gaúcha que o Ministério não será extinto, mas sim diluído e agregado a outros ministérios: os da Justiça, comandado por Sérgio Moro, da Cidadania, liderado por Osmar Terra e da Economia, chefiado por Paulo Guedes.

A decisão é controversa ao pronunciamento do presidente eleito dado no último dia 13 de novembro, quando garantiu que a pasta seria mantida ao seu status ministerial. A ideia era de agregar outra pasta ao ministério, e não transformá-lo em secretarias.

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De acordo com o futuro chefe da casa Civil em entrevista concedida à Rádio Gaúcha, “O atual Ministério do Trabalho, como é conhecido, ficará uma parte no ministério do Sérgio Moro, outra parte com o Osmar Terra e outra com o Paulo Guedes, para ter tanto a área do trabalhador como a do empresário no mesmo organograma”. A ideia é que as funções do Trabalho permaneçam, mas que sejam direcionadas a ministérios mais específicos.

Ainda segundo Lorenzoni, o ministério de Sérgio Moro ficará responsável pela concessão de cartas sindicais e, provavelmente, também cuidará da fiscalização do trabalho escravo. O Ministério da Economia dividirá a responsabilidade de políticas ligadas ao emprego com o ministério da Cidadania.

Em conversa com a rádio, o ministro também comentou a probabilidade de que a pastora evangélica Damares Alves assuma o ministério dos Direitos Humanos, com previsão de confirmação ao longo da semana pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.

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Com essa decisão, a probabilidade é que o governo crave 22 pastas ministeriais para o mandato, em primeiro escalão. Com 20 ministros publicamente escolhidos, restam a definição daqueles que irão assumir os ministérios do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Embora já seja detectado uma redução das 29 pastas hoje existentes, a promessa em campanha eleitoral do presidente eleito era de, no máximo, 15 ministérios em seu governo.

Os sete a mais já definidos tem gerado muita controvérsia em um governo que, oficialmente, ainda nem começou.