Privatizações de todas as estatais podem render R$ 802 bi ao Estado, afirma Tesouro a Paulo Guedes

O grande destaque do plano de Paulo Guedes para lidar com o desequilíbrio de gastos públicos é a privatização de todas as empresas estatais que, de acordo com um estudo elaborado pela Secretaria do Tesouro e apresentada ao futuro ministro da Economia, é uma ação que pode render R$ 802 bilhões ao governo. Embora o número apresentado por Guedes na época da campanha eleitoral tenha sido enxugado (a previsão chegou a R$ 1 trilhão com a venda das empresas), não há um grande distanciamento entre os dados e gera boas expectativas para aqueles que defendem a privatização.

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Embora se trate de um estudo minucioso, essa estimativa pode sofrer variações, em especial para menos uma vez que foi feito em cima de todas as companhias, incluindo a Petrobras e o Banco do Brasil, estatais que são consideradas estratégicas para Jair Bolsonaro. Atualmente e de acordo com o mais recente Boletim das Estatais que é elaborado pelo Ministério do Planejamento, o Brasil tem 138 empresas estatais. Dessas, 91 são subsidiárias das seis grandes — Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Correios.

Usar o dinheiro da venda de estatais para abater o montante da dívida pública é uma estratégia defendida por Paulo Guedes há muito tempo, visto que, para o economista, esse seria o método mais eficiente de reduzir os juros no país. O que não está claro é quando acontecerá essas privatizações que tem enfrentado forte resistência de setores da sociedade.

Apesar dos manifestos contrários à medida, Guedes tem preparado uma forte equipe para gerenciar o projeto que pode ter início a qualquer momento.

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Presidente eleito afirma que privatização do BB e da Caixa não estão no radar de sua gestão

Na última quinta-feira (29), Jair Bolsonaro comentou sobre as privatizações que estão previstas para acontecer em seu governo e também sobre a Reforma da Previdência que pretende aprovar no Congresso Nacional.

Ao longo de sua campanha, Bolsonaro reafirmou o planejamento de privatização das empresas públicas, mas tranquilizou a todos quanto ao processo. Jair afirma que essas medidas de privatizações não devem ser impensadas ou irresponsáveis, levando a crer que a estratégia de manutenção de algumas estatais está prevista.

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estão fora do radar do presidente eleito, que também manifestou sua intenção de propor uma nova reforma da Previdência ao longo do próximo ano. Bolsonaro entende que a atual proposta apresentada pelo governo é agressiva com o trabalhador e pode ser mais amena.

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Equipe de Guedes deve enviar Previdência ao Congresso em março

De acordo com o jornal O Globo, em função da dificuldade de viabilização do texto proposto ao longo do governo do atual presidente, Michel Temer, a probabilidade é que a equipe econômica do futuro ministro da Economia proponha em março, início do ano legislativo, uma proposta única para tratar da reforma da Previdência e que ficaria alinhado com a visão de Bolsonaro.

Esse documento contará tanto o regime atual, deficitário, quanto com a criação de um novo sistema de capitalização, previsto no plano de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro e será conduzido pelo empresário Salim Mattar que comandará a secretaria especial de Desestatização e Desmobilização. Essa secretaria é uma das seis novas criadas para o ministério da Economia que será ministrado por Paulo Guedes.

Com a mudança estrutural que envolve secretarias decorrentes dos atuais ministérios da Fazenda (Waldery Rodrigues Júnior é um dos cotados para chefia), do Planejamento e da Indústria (que passará a se chamar Produtividade e Competitividade e possivelmente será assumida pelo o ex-diretor do BNDES Carlos da Costa), a equipe ainda estuda um nome para a área de Planejamento, Comércio Exterior e Serviços (Mdie).

A inclusão de outras três (Secretaria Especial de Desestatização e Desmobilização, que ficará responsável pelas privatizações e vendas de imóveis, a Secretaria de Previdência e Receita Federal, chefiada pelo economista Marcos Cintra e a Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais que agregará funções de comércio exterior e atração de investimentos e tecnologias com recomendação do economista Marcos Troyjo para sua chefia), a expectativa é de redução de uma média de 20% a 30% no número de funcionários em cargos comissionados.

 

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