Privatizações: Eletrobras segue no radar do governo

Após as privatizações e desinvestimentos baterem a meta de US$ 20 bilhões em 2019, conforme dados do Ministério da Economia, número que contribuiu na valorização de 31,58% do Ibovespa do período, o governo federal vai se dedicar à pauta também em 2020.

Desse modo, após o recesso parlamentar, o governo quer esclarecer ao Senado para dúvidas acerca do atual modelo proposto para a privatização da Eletrobras (ELET3ELET5ELET6).

À Reuters, o ministro de Minas e EnergiaBento Albuquerque ressaltou que “a estratégia é continuar esclarecendo”.

Ele lembrou que o mesmo trabalho foi executado junto a boa parte das lideranças no Plenário da Câmara dos Deputados.

Em novembro, um projeto de lei contendo a proposta de desestatização foi encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional.

Aguardando o despacho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o projeto ainda não tramitou, dando espaço para pautas prioritárias.

No mês seguinte, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) fez um aceno quanto a forte oposição à iniciativa.

Atribuindo crédito às bancadas Norte e Nordeste, Alcolumbre afirmou que, sem nova modelagem, a matéria não seria aprovada na Casa.

No atual modelo de privatizações do governo está previsto a capitalização da Eletrobras por meio da emissão de novas ações.

Essa operação diluiria a participação do governo na empresa a uma posição minoritária.

Assim sendo, a Eletrobras usaria os recursos oriundos da transação, estimados em, aproximadamente, R$ 16 bilhões, com o propósito de pagar ao Tesouro um bônus.

Em troca, a Eletrobras obteria mais prazo e condições favoráveis nas assinaturas de novos contratos de concessão para suas hidrelétricas.

Mesmo após as declarações de Alcolumbre, destacou a Reuters, o governo não trabalhava com um plano “B”.

Agora, contudo, Albuquerque frisou a disponibilidade do governo para prestar os esclarecimentos necessários “tão logo o Congresso volte” do recesso.