Projetos de Bolsonaro com viés ideológico perdem prioridade no Congresso

Com a eleição de Bolsonaro muitos acreditavam que a chamada ‘’pauta dos costumes’’ chegaria com força total no Congresso, mas não é o que temos visto até o momento e ela nem deve andar tão cedo.

A pauta encabeçaria projetos ideológicos, como, por exemplo, a chamada Escola sem Partido e os que endurecem as proibições ao aborto. Estes temas, inclusive, estão adormecidos desde o início do governo.

O jornal Folha de S. Paulo conversou com aliados de Bolsonaro e líderes de partidos de centro e da oposição, que afirmaram que não veem chances de o projeto ter papel relevante em 2019. “A prioridade é a pauta econômica e vai ser por um bom tempo até pela crise que o Brasil vive até hoje”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Os congressistas esperam que a partir do ano que vem estas medidas comecem a avançar, desde que o cenário econômico melhore e pontos considerados muito brandos sejam amenizados e resolvidos.

“Certamente a pauta de costumes não será a prioridade. Isso não significa que a gente não possa em um ponto aqui e outro ali atender um pleito de uma bancada ou de outra para votar uma matéria”, afirma Maia, que reconhece as demandas da bancada evangélica, que o apoiou na eleição ao comando da Casa.

A banca evangélica também confirma as falas de Maia, e aponta que este não é o mento certo para a votação desta pauta. “Tem outras prioridades agora. As mudanças tributárias são importantes para a bancada evangélica. A hora que a gente achar que é conveniente vamos pedir pra pautar”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos líderes da bancada.