Reforma da Previdência passa pela última rodada de discussão em primeiro turno

reforma da Previdência (PEC 6/2019) passou pela quinta e última sessão de discussão em primeiro turno na segunda-feira (16),

Até o momento, o relator da matéria na CCJ do Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), já recebeu mais de 70 emendas.

Isso faz a PEC paralela crescer, visto que o senador quer evitar que a reforma original volte para a Câmara.

Para o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o debate sobre a reforma tornou-se um “estelionato legislativo” ao se criar a PEC Paralela (PEC 133/2019), compondo-a com os pontos polêmicos do texto original.

“O que não estiver na PEC 6, vamos entulhar na PEC paralela, com a falsa promessa de que ela vai ser aprovada”, disparou Contarato, que garantiu que não vai deixar “sua digital” na reforma como está.

De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), a maioria dos especialistas que se manifestaram foram contra a proposta.

“Eles entendem que o debate fica longe do interesse da população e com números que não são verdadeiros”, disse ele.

“O governo pregou o apocalipse do déficit: se a reforma não sair, o Brasil vai quebrar” — lamentou Paim que, segundo ele, participou de mais de 50 debates sobre a reforma.

Em seu entendimento, os mais afetados serão os mais vulneráveis: os miseráveis, pobres, os servidores públicos e a classe média.

Especula-se que o parecer da reforma sobre as emendas de Plenário seja entregue na quinta-feira (19). Assim sendo, a votação em primeiro turno aconteceria em 24 de setembro.

Após aprovação em primeiro turno, a reforma previdenciária enfrentará outras três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.

Se nenhuma emenda for acatada em Plenário, a proposta seguirá para promulgação.