Secretário especial da Receita Federal é exonerado após confirmar “nova CPMF”

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, foi exonerado do cargo após tentar recriar a nova CPMF.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a divulgação não-autorizada sobre a reforma tributária prejudicaria o entendimento público do projeto.

Atualmente, o ministro da economia defende uma proposta mais ampla que a simples criação de imposto na Reforma Tributária.

Cintra, por sua vez, defendia a introdução de um imposto único, e defendia a proposta que reeditava a antiga CPMF.

Segundo a equipe econômica, o novo imposto substituiria a perda de arrecadação com a desoneração sobre salários.

Uma possível extinção da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) também seria contemplado.

Posteriormente, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou novamente que uma recriação da CPMF está fora da reforma tributária por determinação presidencial.

“TENTATIVA DE RECRIAR CPMF DERRUBA CHEFE DA RECEITA. Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto da reforma tributária. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do Presidente”, escreveu ele em sua página pessoal no Twitter.

Em meados de agosto, o presidente afirmou que estaria “disposto a conversar” com Guedes sobre o tributo.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, acredita que a exoneração não afetará a tramitação da reforma na Câmara.

A “nova CPMF” tem sido alvo de duras críticas por parte dos deputados, assim como do próprio presidente Rodrigo Maia.

“O secretário tinha uma posição histórica que tinha uma rejeição na sociedade e essa posição se reflete no Plenário”, disse.

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