Toffoli determina eleições secretas para Senado e Câmara

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, negou na quarta-feira (09) o pedido de eleições com voto aberto na Câmara dos Deputados e também derrubou liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, que também determinava eleições abertas para o Senado. Dessa forma, as duas eleições marcadas para o início de fevereiro serão com votação secreta, conforme estabelece o regimento interno das casas legislativas.

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E Eu Com Isso?

A votação secreta favorece as candidaturas e políticos tradicionais, visto que nenhum parlamentar será exposto à opinião pública se votar, por exemplo, em um Maia ou em um Renan Calheiros – estando protegido pelo sigilo. Não à toa, o pedido de votação aberta para a Câmara veio de um jovem deputado em busca de espaço: Kim Kataguiri, do DEM-SP.

Portanto, não vejo ônus no fato de a votação ser secreta na Câmara. Maia continua favorito, já tem apoio formal de 12 partidos (262 deputados, se todos votarem nele) e é pró-reformas. Dificilmente, veremos uma grande reviravolta em que deputados de siglas apoiadoras de Maia votem em outro candidato. No Senado, entretanto, a votação secreta pode ser prejudicial para o Planalto. Ela beneficia o candidato Renan Calheiros (MDB-AL), considerado adversário do Planalto e eventual obstáculo para a aprovação da agenda governamental. De qualquer forma, Renan já começou alinhar o discurso para tentar um apoio do governo atual para sua candidatura.

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