“Uma gripezinha ou resfriadinho”, diz Bolsonaro sobre Covid-19; EUA quer reativar o país

O dia vai repercutir o polêmico pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem (24) sobre o Covid-19.

Bolsonaro acredita que o país não pode parar em razão do vírus, “que brevemente passará”.

Para defender o retorno às atividades normais e, consequentemente, a preservação dos empregos, ele afirmou em cadeia nacional que quer que “algumas poucas autoridades estaduais e municipais” abram mão do discurso de “terra arrasada”, referindo-se a medidas de proibição de transporte para profissionais que não integrem o grupo de serviços essenciais, assim como o fechamento de comércio e o isolamento social voluntário em massa.

Além disso, ele voltou a se referir a pandemia como uma “gripezinha” e até mesmo criticou os meios de comunicação.

presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defensor da PEC do Orçamento de guerra, reagiu ao pronunciamento.

Desde o início desta crise venha pedindo sensatez, equilíbrio e união”, escreveu ele.

Do mesmo modo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre reafirmou que não é o momento para ataques, mas de união.

A defesa de Bolsonaro está em linha com o que tem dito o presidente dos EUA, Donald Trump.

Trump, que busca a reeleição em novembro, quer que a economia seja reativada até meados de abril para a Páscoa.

À Fox News, ele defendeu que o risco de recessão é pior para a população, bem como uma possível depressão.

Ontem o Ibovespa reagiu após Congresso americano acenar para estímulos financeiros e avançou 9,69% na faixa de 69.729 pontos.