‘Vaza-jato’: para Guedes, vazamento tem como fim prejudicar reforma da Previdência

O dia tem como destaque político os desdobramentos do vazamento de conversas entre o ministro Sérgio Moro e o procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Afim de apurar a atuação do procurador, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) informou que o corregedor nacional do MP, Orlando Rochadel, abriu reclamação disciplinar contra procuradores da Lava Jato em Curitiba.

“A imagem social do Ministério Público deve ser resguardada e a sociedade deve ter a plena convicção de que os membros do Ministério Público se pautam pela plena legalidade”, disse Rochadel no despacho que instaurou a reclamação.

A Política Federal, por sua vez, vai apurar as circunstâncias da ação do hacker.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não se manifestou sobre a polêmica e, de acordo com o porta-voz Otávio Rêgo de Barros, nem vai – não sem antes conversar pessoalmente com Moro.

Em contrapartida, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que a divulgação das mensagens tem como objetivo prejudicar a tramitação da reforma da Previdência.

Segundo ele, diversas vezes em que uma decisão importante para o país está prestes a ser tomada, o governo é surpreendido com eventos que podem paralisar as reformas estruturais.

Não é para menos: no dia seguinte ao vazamento das mensagens, líderes de partidos de oposição (PT, Psol e PCdoB) comunicaram obstrução total nas votações da Câmara dos Deputados.

O objetivo, de acordo com a deputada e líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), é inviabilizar todas as atividades na Câmara a fim de pressionar a adoção de medidas.

Além de haver pedidos pela renúncia de Sergio Moro do cargo de ministro, parlamentares querem também o afastamento de procuradores da Lava Jato Deltan Dallagnol e Laura Tessler.

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