Venda de ações pode gerar até R$ 4 bilhões para o governo federal

Após um levantamento, o governo estima ingresso de R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões com a venda de ações.

O governo planeja vender ações de empresas que “desconhecia” ser proprietário, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo

Entre as empresas listadas estão as dos bancos Santander e Itaú Unibanco, das teles Vivo e Tim e da Embraer.

São 57 participações minoritárias (ou seja, a União não controla) em empresas com ações na B3 e com capital fechado.

“Vamos vender tudo”, afirmou o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, de acordo com o jornal.

“Preferimos ter menos dívida do que pagar juros”. Segundo ele, falta dinheiro até para oferecer um café à reportagem.

Além disso, o Ministério da Economia também vai vender a participação via FI-FGTS, isto é, fundo de investimento que usa parcela do FGTS com o propósito de aplicar em infraestrutura, em 14 empresas.

Para o próximo mês, a pasta promete divulgar a “caixa-preta” do fundo com os valores de cada empresa.

Também está previsto os números de quanto o governo ganhou/perdeu nas operações do fundo, administrado pela Caixa Econômica Federal.

Matar explica que, para 2020, o plano é vender essas participações levantadas pelo ministério.

Para viabilizar a medida, será preciso incluir um lote no Programa Nacional de Desestatização (PND) ainda no primeiro semestre.

Ao falar da venda das participações de empresas de capital fechado (sem ações na Bolsa), o secretário reconheceu a dificuldade.

Por fim, a venda de ações da Caixa, Petrobras e BB não estão previstas, mas sim de empresas subsidiárias, coligadas.