Votação em 2º turno da Previdência fica para segundo semestre

A votação em 2º turno da Previdência começará em agosto (6), segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Além disso, Maia ainda prevê que a conclusão desta etapa aconteça no dia 8, pouco após o reinicio do legislativo.

O deputado afirma: o adiamento da votação, contrariando as melhores expectativas do mercado e da base, não representa uma derrota.

Para o parlamentar, concluir o primeiro turno no primeiro semestre era não apenas o mais importante, como também foi cumprido.

“Se eu tivesse anunciado a votação do segundo turno na próxima semana, a oposição teria feito uma obstrução e a gente não teria votado os destaques”, explicou o presidente da Casa.

Maia não acredita que o recesso mudará a posição dos parlamentares durante a votação em 2º turno da Nova Previdência.

“Alguns podem mudar de ideia a favor da reforma. Nenhuma reforma tem esse resultado sem o apoio da sociedade”, afirmou.

O resultado, afirmou ele, demonstra que a sociedade influenciou o resultado.

Plenário conclui votação em 1º turno

Embora Maia tenha se comprometido com o encerramento dos dois turnos de votação antes do recesso parlamentar, os destaques ao texto não lhe permitiram alcançar para a votação em 2º turno.

O texto-base da reforma foi aprovado na última quarta-feira (10), por 379 votos a 131.

Desde então, os deputados votaram 12 destaques e emendas apresentados pelos partidos.

Quatro foram aprovados, incluindo mudanças em regras de transição para a classe policial e cálculo mais benéfica para as mulheres.

Ontem, o único destaque aprovado foi o do PDT, que pleiteava a redução de 100% para 50% o pedágio do tempo de contribuição que faltar na data da publicação da futura emenda constitucional para o professor.

Assim sendo, a classe de educação infantil e ensino básico se aposentarão com cinco anos a menos que o exigido.

O Planalto projetava economizar R$ 1,236 trilhão em dez anos com a reforma, mediante a mudanças para trabalhadores do setor privado e para servidores da União.

Com as mudanças, estima-se que a economia poderá girar em torno de R$ 1 trilhão nesse mesmo período.

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